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SUÍÇA, MUITO MAIS QUE TRÊS
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SUÍÇA, MUITO MAIS QUE TRÊS

A Suíça é a “cereja do bolo” dos europeus: pequena e muito especial. Não existe na Europa país mais impecável e limpo e com tanta diversidade visual, gastronômica e turística. Vizinha da Itália, França, Alemanha, Áustria e Liechtenstein, a antiga Confederação Helvética é um dos países mais ricos do mundo. Tem uma diversidade de altitude que vai de 195 metros até mais de 4 mil metros, o que garante drásticas variações de clima e, claro, de paisagens. Ao contrário do que você provavelmente imaginou, a Suíça não é só o paraíso do esqui, não. Vinhedos, eucaliptos, pinheiros e glaciais compõem as diferentes paisagens de um país salpicado de lagos charmosos. Com mínimas de -18°C em fevereiro e máximas de 25°C em julho, a Suíça é agradável em todas as estações. Com transporte e infra-estrutura de primeira, o país é também reconhecido mundialmente quando o assunto é educação. As escolas são tradicionalíssimas e os estudantes saem dos colégios preparados para universidades como Harvard e Cambridge, por exemplo. Além de listarmos aqui cinco seletos cursos de High School, preparamos também dicas das cidades mais legais da Suíça, segundo alguns suíço-brasileiros, para você pegar a mochila e rodar o país a bordo dos incomparáveis trens nacionais. Depois disso, você vai ver que, ao contrário do que dizem, existem muito mais do que três Suíças (a alemã, a italiana e a francesa) nesse bolo.

MONTREUX
Na beira do lago Leman, a estátua de uma das lendas do rock, Freddie Mercury, anuncia: Montreux é uma cidade com forte veia musical. Diversos festivais enchem as ruas durante o outono e a primavera, mas o mais famoso deles, o Montreux Jazz Festival, que em 1970 passou a receber bandas de todos os gêneros, já trouxe Queen, Led Zeppelin, Gilberto Gil, Elis Regina e Hermeto Pascoal para tocar na beira do lago. Uma das músicas de rock mais conhecidas do mundo (“Smoke on the Water”, do Deep Purple) foi escrita ali. Um dos cartões-postais mais lindos da Europa, Montreux é uma típica cidade do cantão (estado) de Vaud, na parte da Suíça francesa. Tem uma mistura de arquitetura medieval com art nouveau, e pra completar fica entre as colinas de Lavaux (famosa região produtora de vinho branco da Suíça) e o lago Leman, que faz divisa com a França: nos dias mais claros avista-se a cidade francesa de Evian do outro lado do lago. Ali, uma ótima pedida é fazer uma das inúmeras caminhadas ou pegar um trem que sobe para Caux, para ter uma vista panorâmica do lago. O castelo de Chillon, praticamente dentro da água, além de render lindíssimas fotos, ainda garante um passeio cultural. Quem gosta de boa gastronomia e um bom vinho por preços razoáveis pode fazer uma visita a uma das inúmeras hospedarias que servem pratos regionais: a truta do lago no molho de manteiga com amêndoas é inesquecível. A meia hora de Montreux, numa típica aldeia dos Alpes, a 1.400 metros de altitude, fica a cidade de Leysin, e nela a Leysin American School, que, além de preparar os alunos para universidades americanas, ainda tem música e arte como parte essencial da vida escolar. A banda do colégio, formada só por alunos, é superconhecida e faz shows nas redondezas. Se você é um candidato a estudante na Suíça, já vai treinando: “smooooooke on the water... fire in the sky”.

DICA STB

A St. Georges School também fica perto de Montreux, num parque com uma vista absurda dos Alpes. Colégio com instrução britânica, faz parte do Business & Management University Group e da Business & Management University IFGP Institut de Formation de Gestionaire de Patrimoine.
Em Lausanne, pertinho de Montreux fica o College International Brillantmont que prepara adolescentes de 13 a 18 anos para universidades no mundo todo, tanto pelo British como pelo American Programme. Também em Lausanne fica a escola de idiomas mais respeitada do mundo, o Eurocetres, que oferece cursos de inglês, francês, alemão e preparatórios para o TOEFL e IELTS).


VÁ COMER EM GRUYÈRE
O cantão de Fribourg, região ao norte de Montreux, tem como principal cidade a cidadela medieval de Gruyère. Ali o queijo mais famoso do mundo e o delicioso chocolate local rendem um passeio gastronômico de primeira. É possível visitar a centenária fábrica do queijo na base da cidade antiga e depois subir à cidade medieval intacta, com inúmeros restaurantes e lojas com produtos artesanais, que variam de relógios a ervas medicinais, passando por queijos, embutidos e o verdadeiro absinto, bem diferente da bebida com corante verde que encontramos no Brasil. Como a visita a Gruyère dura facilmente um dia inteiro, não deixe de pedir em uma das refeições o vinho branco Fendant acompanhado de um raclete – prato à base de queijo raclete derretido com cebola ou pepino em conserva e batatas. Outra opção popular é o fondue de tomate acompanhado de batata assada. Para fazer a digestão, nada melhor que uma visita ao museu de H.R. Geiger, o criador do visual do Alien (sim, o do filme). Ali, peças como pinturas, fotos, tatuagens, esculturas, joias e móveis dividem espaço com uma sala recomendada apenas para quem tem estômago forte, com apresentações das insanidades mais macabras deste gênio. Na saída, uma lojinha de souvenirs vende gravuras, camisetas e outras peças do artista.


DICA STB

O Beau Soleil Collège Alpin International fica a algumas horas de Gruyère e a poucos minutos de Montreux. Com seu campus na região francesa da Suíça, tem uma vista privilegiada para o Vale Du Rhône, os Alpes franceses e o Mont Blanc. É uma escola que procurar equilibrar a parte acadêmica com a esportiva, criativa e de lazer com o objetivo de preparar seus alunos para um mundo de mudanças constantes. Outra instituição conhecida mundialmente é o Glion Institute of Higher Education, que oferece programas nas áreas de hotelaria, esportes, gerenciamento de eventos e lazer e possui campus em Gruyère e Montreux.

LA BELÍSSIMA ASCONA
Ascona é conhecida no país como o "Calçadão da Suíça”, nome inspirado no Rio de Janeiro. A pequena cidade fica na região italiana, no cantão do Tessino. À beira do lago Maggiore, pode-se avistar a Itália do outro lado. Essa região ficou conhecida no começo do século 20, quando diversas personalidades (Carl Gustav Jung, Hermann Hesse, entre outros malucos beleza) moraram ali pregando os benefícios da proximidade com a natureza e criando comunidades focadas em experimentos e estilo de vida alternativo baseado em arte, anarquia e vegetarianismo. Hoje a cidade é famosa pelo seu campo de golfe e esportes náuticos, além do clima mediterrâneo que atrai milhares de pessoas durante verão – a beira do lago ferve de gente bonita e de boas atrações. O ápice da estação é o Festival de Jazz de New Orleans, cheio de música boa e, mais uma vez, gente bonita. No centro da cidade recomendo o Grotto Baldoria, restaurante italiano (claro!) onde não existe menu e é servido o que o chefe decide cozinhar no dia. Brissago é outro cantinho imperdível para quem visita a região. Ali um parque botânico com plantas do mundo inteiro recria diversos microclimas em uma área relativamente pequena – uma raridade.

DICA STB

Seguindo de Ascona em direção à Itália pela região dos lagos, num lindo campus com vista para o Lago Lugano, fica a TASIS (The American School in Switzerland), a escola americana mais antiga da Europa. É o que se pode chamar de uma escola completa – ali o aluno é preparado para o diploma americano de High School ou para o International Baccalaureate, e sai pronto para estudar em qualquer faculdade ou universidade ao redor do mundo.

ABSINTO, DUENDES E TRILHAS
Val de Travers fica no cantão de Neuchatel, região algumas horas ao norte do lago Leman. É o local de origem da bebida absinto, proibida por 90 anos e "relegalizada" em 2005. O líquido da discórdia agora possui conteúdo inferior da erva thujone – mas moradores da região garantem que a versão original, com quantidade correta de thujone, é encontrada facilmente no vale. É uma região de muitas lendas, a maioria relacionada a fadas e duendes, que muitos dizem que são provenientes da bebida. Outros acham que a inspiração das histórias vem da paisagem pitoresca: uma mistura de penhascos, florestas, montanhas e bruma. Excelente para quem gosta de caminhada, pois existem quilômetros de trilhas, uma mais bonita que a outra, no meio da natureza onde animais silvestres, como esquilos, veados e pássaros, podem ser observados. A região também é muito famosa pela gastronomia, principalmente pelos pratos que levam cogumelo e carne de caça. Bebidas como licores de frutas e o excelente vinho rosé "Oeil de Perdrix" (olho de perdiz – por causa da sua cor) fazem sucesso.

DICA STB

A poucas horas de Val de Travers fica o College du Leman, em Versoix, 15 minutos distante de Genebra. Ali o High School pode ser feito em inglês ou francês, e todos os dias após as aulas os alunos podem praticar algum tipo de esporte. Toda série tem uma programação de no mínimo 1 semana de aula de esqui, e pra quem viciar, um grupo de alunos pratica o esporte todos os finais de semana.

OS ALPES, CLARO
Verbier é uma cidade incrustada nos Alpes suíços, mais precisamente no cantão de Valais, o mais famoso produtor de vinho tinto da Suíça. Tão viva no verão quanto é no inverno, é difícil dizer quando tem mais atividades – diferentemente da maioria das vilas/resorts de montanha, que tem maior parte de seu movimento no inverno. Durante o verão, uma boa pedida é fazer caminhada, escalada e saltar de paragliding. Nessa época sempre tem festivais de música rolando. Para todos os bolsos, a vila/resort de Verbier tem desde albergues e passeios de trenó até hotéis 5 estrelas e heliski (quando um helicóptero deixa os esquiadores no cume de um pico nevado e os malucos deslizam montanha abaixo). À noite, discotecas (como o Cinema) e bares (como Cabane du Mont Fort) lotam de gente jovem. Ponto de encontro de atletas de esportes de inverno, o famoso snow park recebe esquiadores e snowboarders insanos que arriscam nas manobras radicais em terrenos virgens.

DICAS STB

O Les Roches, melhor escola de hotelaria do mundo, fica no mesmo cantão que Verbier, o cantão de Valais. Com gerenciamento acadêmico através da Swiss Hotel Association, a instituição oferece grande variedade de cursos na área de hospitalidade. Já o  Lyceum Alpinum Zuoz fica a 5 horas de Verbier, mas numa região muito parecida, nos Alpes de Grisson. Excelente opção para cursar o High School, com mais de 100 anos de tradição, a escola tem capacidade para apenas 300 alunos, e no currículo eles podem optar pelo International Baccaulareate, além dos diplomas suíço ou alemão.

POR QUE ESTUDAR NA SUÍÇA

As escolas tradicionais suíças, apesar de estarem fisicamente nas regiões francesa, alemã ou italiana do país, são escolas internacionais, ou seja, a língua oficial é o inglês. Estudantes de mais de 50 nacionalidades, divididos em turmas de no máximo 12 alunos, têm atenção individualizada dos professores. O programa I.B. (International Baccalaureate – www.ibo.org) preparara o estudante para o mundo e é altamente reconhecido pelas melhores instituições de ensino superior. As atividades extraclasse – como excursões oferecidas pela escola – incluem projetos de educação para crianças na África, expedições ao Kilimanjaro e visitas a aldeias na Ásia.
As escolas também são boarding schools – em que a adaptação de um estudante é mais rápida do que numa casa de família, já que ele convive com estudantes de outros países que estão vivendo a mesma situação. Tá a fim de estudar nas melhores escolas do mundo? Então vá até uma loja do STB ou acesse www.stb.com.br e se informe!

DICA STB

Além das 10 instituições de ensino citadas na matéria, o STB ainda possui convênio com o Institut Auf Dem Rosenberg, situado em St Gallen, na Suíça Alemã. Ali o aluno escolhe entre o currículo alemão, suíço, italiano ou anglo-saxão, além de poder participar de diversos esportes e atividades sociais. Cada estudante do Rosemberg recebe atenção individualizada e o objetivo da escola é assegurar aos jovens uma educação holística num ambiente internacional.



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